Segundo o mais recente relatório da Goldman Sachs, divulgado a 7 de julho, o investimento em inteligência artificial está a passar da infraestrutura informática para indústrias físicas mais amplas, incluindo fabrico, energia, logística, defesa, ciências da vida e robótica. O banco prevê que as despesas de capital globais em IA para computação, centros de dados e energia atinjam aproximadamente 7,6 biliões de dólares entre 2026 e 2031, com gastos anuais a subirem de 765 mil milhões de dólares em 2026 para 1,64 biliões de dólares em 2031. Só os investimentos em IA dos fornecedores de nuvem em hiperescala poderão ultrapassar 6 biliões de dólares até 2030.
A capacidade global de centros de dados expandiu-se de 30 gigawatts em 2019 para 57 gigawatts em 2024, com mais 65 gigawatts previstos antes de 2030. No entanto, a energia está a emergir como um constrangimento crítico; as filas de interconexão à rede dos centros de dados estendem-se agora por 8 a 12 anos nos mercados-chave. A Goldman Sachs citou o acordo de junho da Google com a SpaceX — pagando aproximadamente 920 milhões de dólares mensais por cerca de 110.000 GPUs da Nvidia até meados de 2029, num total de cerca de 30 mil milhões de dólares — como prova de que até as grandes empresas de tecnologia têm dificuldade em satisfazer a procura de computação de IA apenas com capacidade interna.