Payward, a empresa-mãe da exchange de criptomoedas Kraken, obteve um prêmio de arbitragem de US$ 22 milhões contra a Mazars USA após o auditor abandonar uma auditoria quase concluída durante a Operação Choke Point 2.0. A empresa busca a sentença final do Tribunal de Delaware no caso. Payward argumentou que a Mazars se retirou sem emitir conclusões profissionais contra a Kraken, causando prejuízo à reputação em um período em que bancos, reguladores e autoridades de licenciamento aplicaram maior rigor às empresas de cripto. O co-CEO da Payward, Arjun Sethi, afirmou que a Mazars confirmou por escrito que não tinha discordâncias com a gestão, nem preocupações sobre a integridade da gestão, e não encontrou fraudes antes de se retirar. A retirada ocorreu em meio ao que participantes da indústria cripto descrevem como uma campanha de pressão não oficial durante a administração Biden, que desencorajou provedores de serviços de trabalhar com empresas de ativos digitais após o colapso da FTX.
A Mazars USA se retirou da auditoria da Kraken sem identificar fraudes ou preocupações com a integridade da gestão, segundo o caso da Payward. Sethi afirmou que a Mazars confirmou por escrito que não tinha discordâncias com a gestão, nem preocupações com integridade, e não encontrou fraudes. "Um auditor abandonou uma auditoria quase finalizada de um cliente com o qual não tinha disputa profissional", disse Sethi. A Mazars já havia reduzido sua exposição ao setor de cripto em 2022, incluindo a suspensão de trabalhos relacionados à prova de reservas de cripto. A Payward argumentou que a retirada foi além de uma decisão comercial rotineira, pois ocorreu durante um período de forte pressão política e regulatória sobre as empresas de cripto. A ausência de uma auditoria concluída criou incerteza no mercado para a Kraken, apesar de não haver constatações de irregularidades. Sethi escreveu que a empresa gastou anos e milhões em honorários legais para lidar com os danos à reputação causados pela auditoria incompleta.
Em janeiro de 2023, o Federal Reserve, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) emitiram uma declaração conjunta alertando sobre preocupações de segurança e solidez para bancos que trabalham com empresas de cripto. Sethi afirmou que a FDIC enviou pelo menos 25 cartas a 24 bancos instruindo-os a pausar ou evitar a expansão de atividades relacionadas a cripto. A Securities and Exchange Commission (SEC), então liderada por Gary Gensler, processou ou investigou várias empresas de cripto, incluindo a Kraken, nesse período. Sethi afirmou que a Mazars citou incerteza e risco decorrentes de desenvolvimentos legais, incluindo a queixa da SEC contra a Kraken, ao encerrar a relação de auditoria. A queixa da SEC contra a Kraken foi posteriormente rejeitada após Gensler deixar o cargo, juntamente com muitas outras ações de fiscalização relacionadas a cripto da agência.
Operação Choke Point 2.0 é um termo cunhado pelo investidor de risco em cripto Nic Carter para o que participantes da indústria descrevem como uma campanha de pressão não oficial durante a administração Biden. A campanha desencorajou bancos e provedores de serviços de trabalhar com empresas de ativos digitais após o colapso da FTX. O termo faz referência a uma iniciativa anterior do governo Obama que pressionou bancos a cortar laços com negócios considerados de alto risco. Críticos da indústria argumentam que a pressão foi exercida por meio de advertências de supervisão, ações de fiscalização e preocupações com risco reputacional, e não por proibições formais. A Operação Choke Point 2.0 foi amplamente encerrada, e a administração Trump começou a investigar alegações de debanking indevido. Sethi defendeu a aprovação do CLARITY Act, que definiria limites regulatórios entre a SEC e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) sobre a indústria de cripto.
O que a Payward ganhou contra a Mazars USA?
A Payward obteve um prêmio de arbitragem de US$ 22 milhões contra a Mazars USA após o auditor abandonar uma auditoria quase concluída da Kraken. A empresa busca a sentença final do Tribunal de Delaware no caso.
Por que a Mazars se retirou da auditoria da Kraken?
A Mazars se retirou durante a Operação Choke Point 2.0, citando incerteza e risco decorrentes de desenvolvimentos legais, incluindo a queixa da SEC contra a Kraken. Sethi afirmou que a Mazars confirmou por escrito que não tinha discordâncias com a gestão, nem preocupações com a integridade, e não encontrou fraudes antes de se retirar.
Quais ações regulatórias ocorreram durante a Operação Choke Point 2.0?
Em janeiro de 2023, o Federal Reserve, a FDIC e o OCC emitiram uma declaração conjunta alertando sobre preocupações de bancos que trabalham com empresas de cripto. A FDIC enviou pelo menos 25 cartas a 24 bancos instruindo-os a pausar ou evitar a expansão de atividades relacionadas a cripto.
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