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Comecei a questionar-me se ainda faz sentido minerar criptomoedas este ano. Sério, toda a gente diz que já não é o que era, mas será que realmente? A verdade é que a rentabilidade da mineração de criptomoedas não morreu, apenas mudou bastante.
A história da mineração é algo interessante. Satoshi Nakamoto minerou os primeiros blocos do Bitcoin com um computador comum em 2009. Agora, é uma indústria global com equipamentos enormes e centros de dados, mas ainda há espaço para mineradores individuais. Tudo se resume ao equilíbrio entre oferta e procura — quando mais pessoas entram na jogada, a concorrência aumenta, as recompensas diminuem e os custos de energia começam a desempenhar um papel principal.
O que influencia se estamos a lucrar ou não? Em primeiro lugar, a volatilidade dos preços. O Bitcoin registou oscilações extremas, especialmente nos últimos anos. Quando o preço cai, até operações eficientes têm dificuldades. Por outro lado, quando o preço dispara, todos querem minerar, o que aumenta a dificuldade. Este ano, observei que algumas altcoins, como a Kaspa, de repente se tornaram populares entre os mineradores, chegando a ganhar às vezes 60-70 dólares por dia com o equipamento adequado.
A energia é o segundo grande fator. O Bitcoin exige uma enorme potência computacional, por isso só compensa minerar onde a eletricidade é barata. Ethereum Classic, Monero ou Ravencoin são opções mais eficientes em termos energéticos. Por isso, países como o Irão tornaram-se centros de mineração — o custo para minerar um bitcoin lá é cerca de 1300 dólares, o que é bastante atrativo.
O hardware também conta. Para o Bitcoin, são necessários ASICs especializados, que são caros. Mas as altcoins podem ser mineradas com GPUs comuns, o que reduz bastante a barreira de entrada. Ethereum Classic ou Monero são bons exemplos — mais acessíveis para entusiastas comuns.
As regulações são uma novidade. Os EUA, sob uma nova administração, querem liderar na mineração, oferecendo incentivos fiscais e acesso a energia barata. A Rússia seguiu o caminho oposto — desde janeiro de 2025, proibiu a mineração em 10 regiões até 2031. Isto mostra como a política influencia bastante a rentabilidade da mineração de criptomoedas.
Mas por que agora está mais difícil? O halving do Bitcoin do ano passado reduziu as recompensas de 6,25 BTC para 3,125 BTC. Isto significa que o custo para minerar um bitcoin subiu para cerca de 106 mil dólares, enquanto o preço oscila em torno de 102 mil. A margem está apertada. Os mineradores agora estão a guardar moedas à espera de tempos melhores, a investir em hardware mais eficiente ou a procurar energia mais barata.
Alternativamente, há as altcoins. Ethereum Classic ainda oferece uma recompensa de 2,56 ETC por bloco e é muito mais acessível do que o Bitcoin. Monero, com o algoritmo RandomX, favorece a mineração com CPU, o que é ótimo para mineradores menores. No entanto, as altcoins são ainda mais voláteis do que o Bitcoin, por isso é preciso ter cuidado.
Quanto aos métodos, há três opções. Mineração solo — controlo total, todas as recompensas para si, mas períodos longos sem lucros. Mineração em pool — partilha os lucros, com rendimentos mais estáveis e uma barreira de entrada mais baixa. Mineração na nuvem — aluga potência, sem hardware, mas atenção às fraudes — a história do Kodak KashMiner em 2018 é um bom exemplo.
O que nos espera? Computadores quânticos podem mudar o jogo, embora ainda seja teoria. GPUs da Nvidia estão a tornar-se cada vez mais eficientes energeticamente. Mais de metade das operações de mineração já usam energia renovável, o que é uma tendência. Proof-of-stake está a ganhar popularidade, mas Bitcoin e ETC continuam a usar proof-of-work.
A procura por criptomoedas está a crescer — a previsão de crescimento anual é de 12,5% até 2030. Isto é um bom sinal para a rentabilidade da mineração a longo prazo. No entanto, a curto prazo, é preciso ser flexível.
Resumo? A mineração ainda pode ser rentável, mas exige estratégia. As altcoins têm as suas oportunidades, o Bitcoin é mais difícil, mas não impossível. O mais importante é ter acesso a energia barata, hardware eficiente e estar preparado para mudar de tática. Para a maioria dos mineradores, minerar em pool é a escolha mais sensata — um equilíbrio entre esforço e risco. Mas cada um deve avaliar a sua situação e analisar cuidadosamente os números.