Tema interessante, que há muito queria explorar. Israel não é apenas um país pequeno no Médio Oriente, mas sim um verdadeiro centro de inovações tecnológicas. E, se falarmos de criptomoedas em Israel, a situação aí é bastante curiosa e ambígua.



Primeiro, quanto ao estatuto jurídico. As criptomoedas em Israel não são oficialmente reconhecidas como meio de pagamento, mas também não são tratadas como algo do tipo entretenimento virtual. Para a legislação israelita, são ativos patrimoniais, tal como metais preciosos ou ações. Ou seja, podes possuí-las e negociá-las, mas prepara-te para impostos. O Serviço de Impostos de Israel decidiu que o lucro proveniente de operações com cripto é tributado com imposto sobre ganhos de capital — até 25%. Se fizeres isto como negócio, acrescenta-se ainda também o IVA. Mas aqui há um ponto importante: a tributação exata depende do caráter específico das transações, por isso nem tudo é tão claro.

No que diz respeito à regulamentação, Israel claramente não deixa isto ao acaso. O Governo está a construir ativamente um sistema de controlo do mercado de criptomoedas. O objetivo principal é a transparência e a segurança, para além de prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Se quiseres negociar, terás de passar por uma verificação KYC e sujeitar-te ao monitoramento das transações. Isto, naturalmente, cria barreiras, mas em compensação torna o mercado mais protegido.

A situação com os bancos é particularmente interessante. As instituições financeiras israelitas têm sido bastante cautelosas com as criptomoedas em Israel; algumas até se recusavam a processar transações com cripto. A razão é compreensível — receios quanto à lavagem de dinheiro. Isto criava problemas para os entusiastas que queriam transferir os seus fundos para moedas tradicionais. Mas a situação está a melhorar gradualmente, à medida que cresce o interesse pelos criptoativos.

O que, no entanto, impressiona de verdade é a cena de blockchain em Israel. O país conquistou há muito tempo a reputação de “nação de startups” e, nas tecnologias de blockchain, também está na vanguarda. Aqui há inúmeros projetos inovadores: desde soluções financeiras até sistemas de segurança e aplicações na área da saúde. Israel ocupa uma das posições de liderança em termos do número de startups nesta área. Isto mostra que o país olha seriamente para o futuro das tecnologias.

O Banco Central de Israel também não fica de fora. Lá está a ser considerada a possibilidade de emitir a própria moeda digital — CBDC. Isto pode ser um passo revolucionário para o sistema financeiro. Ainda não há uma decisão concreta, mas a própria ideia indica que Israel está preparado para a modernização.

Impressão geral: os israelitas encaram as criptomoedas de forma progressista, mas com cautela. Veem o potencial de investimento, mas compreendem também os riscos da volatilidade. A comunidade cripto no país está a crescer ativamente e a tornar-se cada vez mais influente.

No geral, Israel ocupa uma posição que se pode chamar de progressismo cauteloso. Compreendem que a inovação não é apenas hype, mas sim tecnologias sérias que exigem controlo. A criptomoeda em Israel está sob supervisão rigorosa, mas ao mesmo tempo está a tornar-se uma parte importante do ecossistema financeiro. Se planeias fazer cripto em Israel, fica preparado para os impostos e para os requisitos dos reguladores. Em compensação, estarás num país onde as inovações são realmente apoiadas a nível estatal.
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