FIU da Coreia do Sul revê as regras de criptoativos; os 10 milhões de won sul-coreanos de reporte obrigatório passam a “gestão de risco autónoma”

韓國修訂加密法規

O Financial Intelligence Unit (FIU) da Coreia do Sul, após convocar representantes de bolsas de ativos virtuais em 4 de junho para recolher pareceres, decidiu ajustar o decreto de execução da Lei de Informações Financeiras Específicas, cancelando a obrigação de reporte obrigatório para transferências de ativos virtuais acima de 10 milhões de won coreanos, passando a exigir que cada empresa crie sistemas internos de gestão de risco para controlar, por sua iniciativa, os riscos de branqueamento de capitais (AML). O projeto de revisão anterior exigia que os operadores dentro do país, independentemente do nível de risco, reportassem ao FIU sempre que transferissem mais de 10 milhões de won coreanos.

Razões oficiais para a eliminação do reporte obrigatório: explicação do FIU

De acordo com uma explicação pública dos responsáveis do FIU, o problema da conceção do reporte obrigatório no projeto de revisão era o seguinte: ao usar 10 milhões de won coreanos como limiar único, levaria os operadores a efetuar um grande volume de reportes sem qualquer avaliação de risco, dificultando ao FIU identificar transações verdadeiramente de alto risco. Após a eliminação do limiar obrigatório, o FIU passou a exigir que cada empresa estabeleça sistemas internos de gestão de risco de AML para avaliar, de forma qualitativa, transações suspeitas e decidir se deve ou não reportá-las, em vez de impor a obrigação de reporte de forma uniforme com base no montante da transação.

Outros quatro ajustamentos do FIU da Coreia do Sul

Além do cancelamento da obrigação de reporte, a revisão confirmou em simultâneo outras alterações em quatro direções:

· O âmbito de aplicação da Travel Rule foi alargado de montantes superiores a 1 milhão de won coreanos para abranger todos os valores, sem limite inferior;

· A intensificação da diligência devida do cliente (incluindo a verificação da origem dos fundos e do objetivo da transação) para transações suspeitas de alto risco passou de execução obrigatória para execução discricionária, sendo necessária apenas quando a empresa considerar que o risco de uma transação suspeita é particularmente elevado;

· Foi concedido um período de carência de um ano para pequenas empresas que não conseguem cumprir o requisito de reporte com uma taxa de endividamento que não exceda 200%;

· As normas que obrigavam originalmente que os equipamentos de TI relacionados com AML estivessem instalados no país foram ligeiramente flexibilizadas, permitindo a utilização de serviços de cloud no estrangeiro para operações que não envolvam, além do tratamento de informação de identificação pessoal e de informação de crédito pessoal.

Perguntas frequentes

Como é que o alargamento da Travel Rule a todos os montantes afeta os operadores de cripto na Coreia?

De acordo com a revisão, a Travel Rule passará a aplicar-se a todas as transferências de ativos virtuais (sem limite inferior), em vez de se aplicar apenas às transferências superiores a 1 milhão de won coreanos. Isto significa que, quando as exchanges processarem transferências inter-chain de qualquer escala, terão de transmitir as informações do originador e do beneficiário em conformidade com a Travel Rule. O FIU não forneceu mais detalhes operacionais nesta explicação da revisão.

Que opiniões concretas da indústria coreana impulsionaram o ajustamento da política do FIU?

A DAXA apresentou em abril de 2026 um parecer por escrito, em representação das 27 VASP registadas na Coreia, apontando que, se a revisão anterior fosse implementada tal como estava, o limiar único de reporte de 10 milhões de won coreanos geraria confusão na indústria. O principal problema era obrigar os operadores a reportar em grande volume sem realizar avaliações de risco, o que dispersaria recursos de supervisão e de conformidade. Após o FIU convocar representantes da indústria a 4 de junho para recolher pareceres, adotou esta recomendação central.

O calendário de entrada em vigor da revisão a 20 de agosto já está confirmado?

De acordo com a explicação do FIU, a revisão ainda precisa de passar pelos procedimentos de revisão legislativa do Ministério da Legislação Governamental (Ministry of Government Legislation) e de outras entidades relacionadas. Apenas após a aprovação na revisão poderá entrar oficialmente em vigor a 20 de agosto. A 5 de junho de 2026, a data de entrada em vigor é um cronograma previsional condicional, e a implementação final continua a depender do resultado da revisão legislativa.

Aviso legal: As informações contidas nesta página podem provir de fontes externas e têm caráter meramente informativo. Não refletem os pontos de vista nem as opiniões da Gate e não constituem qualquer tipo de aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. A negociação de ativos virtuais envolve um risco elevado. Não se baseie exclusivamente nas informações contidas nesta página ao tomar decisões. Para mais detalhes, consulte o Aviso legal.
Comentar
0/400
Nenhum comentário