A partir de 30 de jul., Microsoft, Meta, Amazon e Apple vão divulgar resultados do 2T (Q2) em meio a um escrutínio crescente sobre o retorno dos investimentos em IA. O foco mudou do volume de gastos de capital (capex) para a lucratividade sustentada e a eficiência na geração de caixa.
A Microsoft enfrenta pressão particular, com o capex consumindo 48% da receita projetada para o 2T, acima dos 39% no 1T (Q1). Analistas do Bank of America estimam que o crescimento do segmento de nuvem Azure precisa atingir 39-40% para aliviar as preocupações com investimentos. O fluxo de caixa livre da Meta deve ficar negativo em -US$ 801 milhões, enquanto a orientação de capex deve passar por uma revisão para cima. De acordo com previsões de Wall Street, o capex combinado das quatro principais empresas de tecnologia deve chegar a US$ 950 bilhões em 2026, dobrando em relação aos níveis atuais. Analistas alertam que, se investimentos maciços não se traduzirem em crescimento de receita e melhora de margens, as dúvidas sobre a lucratividade da IA podem intensificar a volatilidade do mercado.