Os preços do petróleo internacional continuam a subir há vários dias em 29 de abril; o petróleo Brent rompeu 114 dólares durante o pregão, atingindo a máxima de cerca de 115. O contrato futuro do WTI para junho está em 103,18 dólares, com alta de 3,3% no dia. De acordo com reportagem do CNBC em 29 de abril, a alta atual se deve a sinais de que o governo Trump está elaborando planos para ampliar o bloqueio dos portos do Irã — um escalonamento adicional da estratégia dos EUA contra o Irã, após Trump, em 4/28, ter afirmado na Casa Branca que o Irã “está entrando em colapso”.
Trajetória de preços: Brent em alta por oito dias; WTI acumulou alta de mais de 49% desde o início da guerra
O contrato futuro do Brent para junho foi cotado a 114,37 dólares, com alta de cerca de 3,04% no dia; durante o pregão chegou a tocar o patamar de 115 dólares, e é a 8ª sessão consecutiva de alta. O WTI para junho também subiu para 103,18 dólares, com alta de 3,3% no dia. Desde 28 de fevereiro de 2026, quando os Estados Unidos e Israel lideraram a guerra contra o Irã, o aumento acumulado do WTI já ultrapassa 49%.
Além do próprio preço do petróleo, o ritmo de negociação do mercado de toda a cadeia de energia também está mudando. Depois que os Emirados Árabes Unidos saíram da OPEC e da OPEC+ em 1º/5, a OPEC perdeu o terceiro maior país produtor de petróleo; o mecanismo de resposta à oferta, que já era difícil de coordenar, foi novamente atingido. O Estreito de Ormuz esteve, na prática, em estado de bloqueio nas últimas semanas; segundo estimativas anteriores do OilPrice, a capacidade de produção total que os países produtores de petróleo do Golfo foram forçados a interromper é de cerca de 9,1 milhões de barris por dia — se esse número for mantido, e somado à ampliação do bloqueio dos portos do Irã pelos EUA, a tensão na oferta global de petróleo não deve ser aliviada no curto prazo.
Motivação: WSJ relata que Trump planeja ampliar o bloqueio dos portos do Irã
O principal catalisador desta alta é o jornal The Wall Street Journal, que na terça-feira (4/28) citou relatos de autoridades dos EUA indicando que Trump vai intensificar a pressão sobre o Irã para reduzir sua exportação econômica e de petróleo, incluindo impedir embarcações de entrarem e saírem dos portos iranianos. Se essa reportagem for verdadeira, significa que a estratégia dos EUA sairá de “pressionar o Irã a abrir o Estreito de Ormuz” para “bloquear ativamente o funcionamento dos próprios portos do Irã”, uma lógica de operação de natureza totalmente diferente.
O próprio Trump, em 4/29, fez declarações consecutivas contra o Irã no Truth Social; as palavras incluíam um aviso à liderança iraniana de que “o melhor é ser rápido e inteligente”, além de criticar a situação no interior do regime, dizendo que há “brigas entre si e caos por toda parte”. No geral, a postura dele permaneceu consistente com a declaração externa do dia anterior de que o Irã “já comunicou ativamente aos EUA que está entrando em colapso” — enquadrando, por meio de linguagem pública, a liderança iraniana como um adversário “em posição fraca e irracional”.
Vale notar que, até o encerramento da redação, as autoridades iranianas não divulgaram publicamente resposta ao plano de Trump de ampliar o bloqueio; o quanto os canais de comunicação entre as duas partes são realmente eficientes permanece uma incógnita. Para o mercado, essa é a lógica central para o preço do petróleo continuar subindo: quando o mercado não vê avanços nas negociações, ele continua precificando um risco maior de interrupção de oferta no horizonte mais longo.
Pontos de acompanhamento no futuro incluem: se os EUA anunciarão formalmente a ampliação das medidas de bloqueio e o momento em que entram em vigor; a resposta militar ou diplomática do Irã a isso; se outros países produtores de petróleo (especialmente a Arábia Saudita) aumentarão a produção para aliviar a pressão sobre a oferta; e se o Brent romperá 120 dólares — este último fará com que a trajetória da inflação global em 2026 precise ser recalibrada.
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