BTC segue caindo por 15 minutos, -0,55%: ETF registra recorde de saídas e pressão de liquidações em derivativos em sintonia

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Entre 4 de junho de 2026 13:15 e 13:30 (UTC), o BTC registrou um retorno de -0,55% em um ciclo curto de 15 minutos, com o preço caindo para a faixa de USDT 63.066,8 a 63.629,3, com amplitude de 0,88%. Essa pequena continuação da queda ocorreu em meio ao fato de o BTC já ter rompido abaixo do nível-chave de US$ 64.721 em 3 de junho, com uma queda acumulada de mais de 14% em dois dias, deixando o mercado em situação de pressão extrema.

O principal motor dessa alteração foi a fuga recorde de fundos dos ETFs spot de Bitcoin. No início de junho de 2026, os ETFs spot de Bitcoin dos EUA registraram 11 pregões consecutivos de saídas líquidas, com um montante total de saídas de US$ 3,5 bilhões, sendo que apenas na semana as saídas líquidas somaram US$ 3,4 bilhões, estabelecendo uma nova marca histórica do ETF desde sua criação em janeiro de 2024. As participações do ETF recuaram de cerca de US$ 127 bilhões para US$ 123,6 bilhões, enquanto os emissores moveram grandes quantidades de BTC para as bolsas para executar operações de resgate, injetando diretamente uma oferta de pressão vendedora no mercado à vista.

Enquanto isso, os efeitos das liquidações no mercado de derivativos continuam se dissipando. Em 2 de junho, o total de liquidações do mercado cripto nas 24 horas ficou entre US$ 1,624 bilhão e US$ 1,8 bilhão, envolvendo 263.429 traders, sendo que o valor das liquidações em contratos de Bitcoin foi de US$ 363 milhões, com a fatia de liquidações dos longos chegando a 93%. A taxa de funding virou negativa, e os contratos em aberto despencaram de cerca de US$ 42 bilhões para US$ 28,4 bilhões; o fechamento rápido de posições alavancadas gerou um ciclo de feedback negativo. Além disso, as expectativas mais hawkish para a política monetária do Federal Reserve continuaram a ganhar força: em junho, o ISM de manufatura registrou 54,0, o maior nível desde maio de 2022, enquanto o mercado precifica probabilidade zero de cortes de juros em junho, o que forma uma pressão sistêmica sobre ativos de risco. No front de risco geopolítico, a piora do cenário no Irã também intensificou ainda mais o sentimento de pânico no mercado.

No momento, o Índice de Medo e Ganância despencou para 11, indicando um estado de extrema aversão. No curto prazo, o BTC ainda enfrenta uma combinação de pressão de desalavancagem nos derivativos e venda técnica. É preciso observar com atenção se o suporte-chave de US$ 63.000 vai se manter, se o fluxo de capital dos ETFs segue se deteriorando e para onde aponta o rumo da política monetária macro. Os investidores devem ficar atentos ao risco de volatilidade no curtíssimo prazo e evitar operações com alta alavancagem.

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