Ground capta US$ 3,6 milhões e fornece API para fintechs acessarem rendimentos on-chain.

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Startup Ground, de São Francisco, encerrou operação sigilosa em 24 de junho e anunciou a captação de US$ 3,6 milhões em rodada pré-seed, co-liderada pela Bain Capital Crypto e ParaFi. A Ground constrói infraestrutura de API que permite a neobanks, gestoras de patrimônio e administradoras de ativos se conectarem a protocolos de rendimento on-chain sem precisar escrever código blockchain.

API da Ground integra Aave, Morpho, Maple e Kamino e opera em múltiplas L2s

A API da Ground atualmente roteia fundos por meio de protocolos de empréstimo e crédito estruturado na Ethereum, Solana e múltiplas redes de camada 2. Os quatro protocolos integrados inicialmente representam, juntos, centenas de bilhões de dólares em ativos on-chain. O próximo passo será integrar tokens de staking líquido. O público-alvo são neobanks, gestoras de patrimônio, exchanges e administradoras de ativos, que podem selecionar estratégias de rendimento conforme as necessidades de liquidez, prazo e risco dos clientes.

A Ground planeja lucrar com um modelo de taxa de plataforma baseado no uso, mas as taxas específicas ainda não foram divulgadas. Em entrevista ao The Block, Cuming afirmou: "A indústria global de gestão de ativos administra mais de US$ 147 trilhões, e há vários trilhões de dólares ociosos em contas pré-financiadas, neobanks e carteiras blockchain."

ParaFi capta US$ 125 milhões em fundo de VC focado em finanças on-chain institucionais

A ParaFi concluiu, em março de 2026, um fundo de venture capital de US$ 125 milhões com foco em stablecoins, tokenização e finanças on-chain institucionais. A liderança da Ground está diretamente alinhada à tese de investimento desse fundo. Parth Chopra, sócio da Bain Capital Crypto, afirma que fintechs e instituições estão cada vez mais voltando seu olhar de stablecoins e tokenização para os mercados de crédito on-chain, já que estes oferecem rendimentos mais altos e custos de empréstimo mais baixos. Chopra diz: "Fazer isso hoje está longe de ser trivial."

A Ground entra em um mercado que disputa diretamente com agregadores de rendimento, plataformas de tokenização, provedores de custódia e empresas de finanças embarcadas. A diferenciação defendida por Cuming está na infraestrutura institucional: ferramentas de compliance, infraestrutura de relatórios, gerenciamento de liquidez e parâmetros de risco configuráveis, em vez de buscar apenas o maior rendimento.

Ground tem hoje 3 funcionários em tempo integral e planeja contratar de 2 a 4 pessoas para engenharia e marketing

A Ground atualmente conta com 3 funcionários em tempo integral e 1 terceirizado, e planeja contratar de 2 a 4 pessoas adicionais para engenharia, marketing e operações. O cofundador Reid Cuming fundou anteriormente a empresa de tokenização Superstate (rodada Série B de US$ 82,5 milhões), onde ainda atua como membro do conselho e consultor sênior, mas não participa mais da rotina operacional.

O cofundador e CTO Sam Yoon foi Technical CEO da Braid e, anteriormente, liderou a equipe de engenharia da HIFI, fornecendo infraestrutura de stablecoins transfronteiriça para centenas de aplicações, movimentando centenas de milhões de dólares.

Perguntas Frequentes

Como a API da Ground permite que fintechs acessem rendimentos on-chain?

A Ground constrói uma camada de API que roteia os saldos dos clientes das fintechs para protocolos de crédito on-chain (atualmente Aave, Morpho, Maple e Kamino), sem que as fintechs precisem escrever código blockchain ou montar uma equipe interna de risco DeFi. A plataforma opera atualmente em Ethereum, Solana e múltiplas redes de camada 2.

Qual é a estrutura e a composição de investidores desta rodada da Ground?

A rodada pré-seed de US$ 3,6 milhões foi co-liderada pela Bain Capital Crypto e ParaFi, utilizando o acordo SAFE com warrants de tokens, sem assentos no conselho. Outros investidores incluem Nascent, Robot Ventures, Chapter One e Consonant Ventures. A captação foi iniciada em setembro de 2025, concluída em outubro do mesmo ano e anunciada publicamente em 24 de junho de 2026.

Como a Ground se diferencia dos agregadores de rendimento on-chain existentes?

Cuming afirma que a diferenciação está na infraestrutura institucional: ferramentas de compliance, infraestrutura de relatórios, gerenciamento de liquidez e parâmetros de risco configuráveis, em vez de maximizar o rendimento. Esses recursos geralmente não estão presentes em agregadores de rendimento nativos do cripto, sendo projetados para atender aos requisitos de KYC, AML e conformidade regulatória financeira das instituições.

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