Ações sul-coreanas: reforma do imposto de herança com PBR de 0,8x ganha impulso no cenário legislativo

O deputado do Partido Democrata Lee So-young anunciou no dia 9 a aceleração da “Lei PBR 0,8x” (emenda à Lei do Imposto sobre Herança e Doação), voltada a evitar a supressão dos preços das ações, revelando planos de incluir o projeto no plano de reforma tributária do governo a ser divulgado ao fim deste mês e, simultaneamente, buscar a tramitação pela Comissão de Estratégia e Finanças da Assembleia Nacional. A emenda proposta, apresentada pela primeira vez em maio de 2025, mira uma prática antiga em que, segundo se alega, acionistas controladores suprimem os preços das ações para reduzir o ônus do imposto sobre herança, já que a lei atual valoriza empresas listadas com base em preços médios das ações em torno da data de sucessão ou doação. Sob a legislação tributária sul-coreana, preços das ações mais baixos reduzem diretamente a obrigação fiscal para grandes acionistas, criando desincentivos estruturais a políticas amigáveis aos acionistas em empresas que se aproximam de sucessões, um cenário que alimentou preocupações crônicas de subavaliação no mercado acionário sul-coreano.

Lee So-young revela cronograma legislativo para reforma do imposto de herança da Lei PBR 0,8x

Lee So-young divulgou no dia 9 o status do projeto e anunciou planos para garantir tanto a inclusão no plano de reforma tributária do governo a ser publicado ao fim deste mês quanto a revisão pela Comissão de Estratégia e Finanças da Assembleia Nacional. O projeto foi originalmente apresentado em maio de 2025. O plano de reforma tributária do governo está previsto para ser anunciado ao fim deste mês.

Emenda cria piso de 80% do valor líquido do patrimônio para valoração

A disposição central da emenda define um piso de valoração em 80% do valor líquido do patrimônio para empresas listadas cuja capitalização de mercado fique abaixo de 80% do valor líquido do patrimônio (PBR 0,8x). No sistema proposto, se o PBR de uma empresa cair abaixo de 0,8x, as autoridades fiscais avaliariam o valor corporativo considerando o valor dos ativos e o valor dos lucros, com o piso fixado em 80% do valor líquido do patrimônio. Isso amplia o princípio já aplicado a ações não listadas para empresas listadas subavaliadas. O sistema atual permite que acionistas controladores reduzam o imposto de herança ao suprimir os preços das ações, já que o imposto devido é calculado com base nos preços médios das ações durante um período especificado em torno da data de sucessão ou doação.

Analista da Hanwha Investment & Securities identifica mudança de incentivo para acionistas controladores

Eom Su-jin, pesquisadora da Hanwha Investment & Securities, publicou em 10 um relatório analisando as mudanças de incentivo criadas pela lei proposta. De acordo com o relatório, para empresas com PBR abaixo de 0,8x, a base tributável seria calculada usando o valor líquido do patrimônio em vez do preço das ações, o que “enfraquece ou elimina o incentivo para a pessoa que receberá a herança ou o doador manter os preços das ações baixos, criando um incentivo para elevar os preços das ações até o nível em que o PBR chegue a 0,8x”. O incentivo opera especificamente até 0,8x de PBR, já que a obrigação fiscal volta a ficar vinculada ao preço das ações acima desse limite. A pesquisadora observou que isso poderia criar um fenômeno de “convergência”, no qual os preços das ações de empresas com PBR baixo se movem em direção ao patamar de 0,8x.

O relatório explicou que a reforma desencadearia um “efeito dominó”: a revisão da lei tributária leva a mudanças de comportamento por parte dos acionistas controladores, o que, por sua vez, impulsiona mudanças na política de capital das empresas. Empresas que deixariam de ter incentivo para suprimir os preços das ações teriam menos motivos para evitar políticas amigáveis aos acionistas, como recompra de ações, aumentos de dividendos e relações ativas com investidores. O efeito vai além do momento da avaliação tributária devido ao sistema de parcelamento na Coreia para pagamento de impostos sobre herança e doação ao longo de 10-20 anos. Durante esse período, os herdeiros precisam assegurar recursos para pagar os impostos, normalmente por meio de empréstimos lastreados em ações ou venda parcial de participação, em vez de dividendos, por causa da carga de imposto sobre dividendos e imposto de renda abrangente. Ambos os métodos se beneficiam de preços das ações mais altos.

Eom afirmou que “empréstimos lastreados em ações permitem que os tomadores recebam mais recursos de empréstimo quando os preços das ações estão altos no momento da execução do empréstimo, e há o risco de venda forçada caso os preços das ações caiam posteriormente, criando um incentivo para gerir ativamente os preços das ações mesmo depois de obter o empréstimo”, acrescentando que “esse incentivo será mantido ao longo do período de parcelamento”. A revisão da lei ampliaria esse incentivo, pois empresas com PBR baixo enfrentariam avaliações tributárias significativamente mais elevadas—potencialmente várias vezes maiores—resultando em valores de imposto maiores e, provavelmente, períodos de parcelamento mais longos.

Pesquisadora recomenda foco em empresas com PBR baixo de longo prazo que enfrentam sucessão

Eom aconselhou que empresas que permaneceram abaixo de PBR 0,8x por períodos prolongados sem razões claras merecem mais atenção do que aquelas que caíram temporariamente abaixo de 0,8x a partir de níveis normalmente mais altos. A pesquisadora sugeriu que o primeiro grupo poderia ter acionistas controladores suprimindo intencionalmente os preços das ações, tornando mais provável uma valorização relevante dos preços caso a emenda seja aprovada. Por outro lado, empresas com razões claras para PBR baixo—como pertencer a setores em declínio, manter alta dependência de dívida por vários anos, ou ter valores de ativos como terrenos de fábricas e prédios de escritórios não refletidos nos preços das ações—provavelmente não verão reavaliação apenas com a mudança da lei.

A análise identificou características específicas das empresas com maior probabilidade de responder à mudança de incentivo: empresas em que o maior acionista ou fundador é idoso ou se afastou por muito tempo da gestão na linha de frente; empresas em que os filhos do maior acionista foram promovidos recentemente para cargos executivos ou nomeados como executivos registrados; e empresas com grandes lacunas entre a participação do maior acionista e a participação de seus filhos, indicando que ainda há ações substanciais a serem transferidas. De acordo com o relatório, quanto maior a carga tributária durante a sucessão, mais sensivelmente as empresas provavelmente responderão às mudanças de incentivo.

Perguntas frequentes

O que o deputado do Partido Democrata Lee So-young anunciou no dia 9 sobre a Lei PBR 0,8x?

Lee So-young anunciou no dia 9 a aceleração da “Lei PBR 0,8x” (emenda à Lei do Imposto sobre Herança e Doação) e revelou planos para incluir o projeto no plano de reforma tributária do governo a ser divulgado ao fim deste mês, ao mesmo tempo em que busca a revisão pela Comissão de Estratégia e Finanças da Assembleia Nacional. A emenda foi originalmente proposta em maio de 2025.

Como a emenda proposta muda o cálculo do imposto de herança para ações sul-coreanas de baixo PBR?

A emenda estabelece um piso de valoração em 80% do valor líquido do patrimônio para empresas listadas com capitalização de mercado abaixo de 80% do valor líquido do patrimônio (PBR 0,8x). As autoridades fiscais avaliariam o valor corporativo considerando o valor dos ativos e o valor dos lucros, com o piso fixado em 80% do valor líquido do patrimônio, eliminando o sistema atual em que acionistas controladores podem reduzir a obrigação tributária ao suprimir os preços das ações abaixo desse limite.

Que tipos de empresas a pesquisadora da Hanwha Investment & Securities, Eom Su-jin, recomenda focar?

O relatório da Eom Su-jin, publicado no dia 10, recomenda focar em empresas que permaneceram abaixo de PBR 0,8x por períodos prolongados sem razões claras, especialmente aquelas que enfrentam problemas de sucessão como fundadores idosos ou aposentados, nomeações recentes de executivos para os filhos dos fundadores e grandes lacunas de participação entre o maior acionista e seus filhos, já que essas empresas enfrentam maiores cargas tributárias e têm maior probabilidade de responder às mudanças de incentivo criadas pela lei.

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