Filipinas Proíbe Moedas de Privacidade em Exchanges de Cripto Licenciadas

ZEC26,14%
DASH10,90%

O Bangko Sentral ng Pilipinas aprovou o Memorandum M-2026-023, proibindo corretoras de criptomoedas licenciadas e prestadores de serviços de ativos virtuais de listar ou apoiar moedas de privacidade que ocultem detalhes das transações. A regra mira em ativos virtuais que aumentam a anonimização para fortalecer os controles de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. A proibição se aplica a plataformas regulamentadas e abrange amplamente ativos como Monero, Zcash e Dash, que usam tecnologias de preservação de privacidade para tornar o rastreamento de transações mais difícil. As Filipinas se tornaram um dos mercados cripto mais ativos do Sudeste Asiático, impulsionado por remessas, negociação de varejo e adoção de carteiras móveis, elevando a preocupação regulatória com fraudes e produtos que dificultam o rastreio de fundos.

A proibição não parece criminalizar a posse de moedas de privacidade nem transferências ponto a ponto fora de plataformas regulamentadas. Em vez disso, mira corretoras licenciadas, custodiante e outros intermediários que oferecem acesso ao mercado para usuários filipinos. O efeito prático é que as plataformas regulamentadas devem evitar listar tokens de privacidade e podem precisar deslistar ou desabilitar suporte para quaisquer desses ativos já disponíveis em seus sistemas.

BSP amplia padrões de listagem de tokens para plataformas licenciadas

A proibição de moedas de privacidade faz parte de uma reformulação mais ampla dos padrões de listagem de tokens para plataformas cripto nas Filipinas. Pelas novas regras, os prestadores de serviços de ativos virtuais devem avaliar ativos digitais antes de listá-los e continuar monitorando-os após o lançamento. O BSP orientou as plataformas a avaliarem tokens em várias áreas de risco, incluindo histórico do emissor, governança, liquidez, status legal e regulatório, tecnologia, integridade de mercado e proteção ao investidor.

Espera-se também que stablecoins passem por escrutínio adicional, especialmente em torno de lastro de reservas, direitos de resgate e riscos operacionais. Isso reflete um padrão regulatório global em que as autoridades prestam mais atenção a tokens que funcionam como instrumentos de pagamento ou ativos de reserva de valor dentro dos mercados cripto.

Para exchanges, a nova estrutura aumenta obrigações de conformidade. As plataformas precisarão de comitês de listagem mais claros, processos de revisão de risco, sistemas de monitoramento e gatilhos para deslistagem. Tokens que não cumprirem os padrões podem precisar ser suspensos ou removidos.

Filipinas se junta a jurisdições regionais que restringem moedas de privacidade

A medida coloca as Filipinas ao lado de outras jurisdições que restringiram moedas de privacidade em exchanges regulamentadas. Japão, Coreia do Sul e Austrália já pressionaram ou exigiram que plataformas deslistem tokens que aumentam a anonimização, enquanto várias exchanges europeias e asiáticas os removeram voluntariamente para reduzir o risco de conformidade.

Para reguladores, a preocupação é direta: moedas de privacidade podem dificultar identificar a origem, o destino e a propriedade dos fundos. Isso cria desafios para comunicações de transações suspeitas, triagem de sanções e investigações de aplicação da lei. Exchanges que listam esses tokens podem ter dificuldade em cumprir obrigações de prevenção à lavagem de dinheiro, especialmente quando as moedas são projetadas para limitar a análise por blockchain.

Defensores da privacidade argumentam que confidencialidade financeira é uma necessidade legítima do usuário, não algo inerentemente suspeito. Eles apontam que blockchains públicas expõem históricos de transações de maneiras que a banca tradicional não faz, criando riscos para indivíduos, empresas e dissidentes políticos.

Para empresas de cripto nas Filipinas, a mensagem é clara. Os reguladores não estão banindo ativos digitais de forma ampla, mas estão reduzindo o perímetro aceitável para plataformas licenciadas. Ativos que não conseguirem atender às expectativas de transparência, conformidade e monitoramento terão cada vez mais dificuldade para permanecer em exchanges regulamentadas.

FAQ

O que o Bangko Sentral ng Pilipinas proibiu com o Memorandum M-2026-023?

O BSP aprovou o Memorandum M-2026-023, que proíbe corretoras de criptomoedas licenciadas e prestadores de serviços de ativos virtuais de listar ou apoiar moedas de privacidade que obscurecem detalhes das transações. A regra mira em ativos virtuais que aumentam a anonimização, como Monero, Zcash e Dash, para fortalecer os controles de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Por que as Filipinas restringiram moedas de privacidade em exchanges regulamentadas?

A proibição busca fortalecer os controles de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Moedas de privacidade podem dificultar identificar a origem, o destino e a propriedade dos fundos, criando desafios para comunicações de transações suspeitas, triagem de sanções e investigações de aplicação da lei.

Quais outros países restringiram moedas de privacidade em exchanges de cripto?

Japão, Coreia do Sul e Austrália já pressionaram ou exigiram que plataformas deslistem tokens que aumentam a anonimização. Várias exchanges europeias e asiáticas removeram moedas de privacidade voluntariamente para reduzir o risco de conformidade.

Isenção de responsabilidade: as informações nesta página podem ter origem em fontes terceiras e servem apenas como referência. Não representam as opiniões da Gate e não constituem orientação financeira, de investimentos ou jurídica. A negociação de ativos virtuais envolve alto risco. Não tome decisões baseando-se apenas nas informações desta página. Para mais detalhes, consulte a Isenção de responsabilidade.
Comentário
0/400
Sem comentários