A empresa de terras raras da América busca abrir capital com uma avaliação de US$ 368 milhões, apostando na “cadeia de suprimentos fora da China”

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A Rare Earths Americas, Inc. (簡稱 REA) anunciou o início do seu IPO (oferta pública inicial), com previsão de listagem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. A empresa planeja levantar recursos por meio da emissão de novas ações para impulsionar seus projetos de prospecção e desenvolvimento de terras raras situados nos Estados Unidos e no Brasil, a fim de lidar com o crescimento da demanda global por minerais essenciais às indústrias de veículos elétricos e de alta tecnologia.

Escopo da emissão da REA

De acordo com o rascunho da declaração de registro S-1 protocolada pela Rare Earths Americas junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), este IPO deverá emitir cerca de 2,78 milhões de ações ordinárias, com uma faixa de preço por ação entre 17 dólares e 19 dólares. Se calculado pelo limite superior da faixa de preço, o montante máximo de captação da empresa seria de aproximadamente 52,8 milhões de dólares, e sua avaliação de mercado poderia chegar a 368,4 milhões de dólares. Além disso, os underwriters têm autorização para comprar, adicionalmente, opções de até 400 mil ações dentro de 30 dias. Esta emissão será liderada pela Cantor como joint bookrunner, com participação conjunta de instituições como Stifel, Canaccord Genuity e B. Riley Securities. Atualmente, essa declaração de registro ainda não entrou em vigor oficialmente, e o preço e a quantidade finais da emissão ainda dependem da aprovação das autoridades reguladoras e das condições do mercado.

Principais aplicações dos recursos captados pela Rare Earths Americas: aquisição de terras e testes

A Rare Earths Americas ainda está na fase de prospecção, e sua principal força competitiva se baseia em ativos de terras raras pesadas nos EUA e no Brasil. Conforme o plano, os recursos líquidos arrecadados nesta captação serão direcionados prioritariamente para o projeto de aquisição de terras da Shiloh, os pagamentos de opções, as obras de perfuração e os testes metalúrgicos, além de serem usados para preparar um resumo de relatório técnico em conformidade com o padrão SK-1300. Uma parte dos recursos será alocada para atividades de prospecção, avaliação e integração de terras nos projetos Alpha e Constellation. Caso haja recursos suficientes, o restante apoiará as etapas iniciais de prospecção de projetos iniciais como Homer e Liberty Peak, bem como reforçará o capital de giro geral da empresa. Esses investimentos visam acelerar a conversão dos resultados de prospecção em avaliações de recursos passíveis de exploração, para dar suporte ao processo subsequente de solicitação de licenças de desenvolvimento.

Rare Earths Americas aposta em uma “cadeia de suprimentos não chinesa”

As terras raras são essenciais para indústrias avançadas como robótica, veículos elétricos, energia limpa, equipamentos de defesa e produtos eletrônicos de consumo. Por muito tempo, a oferta global de terras raras ficou altamente concentrada na China, o que eleva o risco para a estabilidade da cadeia de suprimentos. A Rare Earths Americas destaca que a empresa possui ativos essenciais na região das Américas, com potencial para se tornar uma importante fonte de suprimentos de terras raras fora da China. À medida que governos e setores industriais dos países ocidentais buscam reduzir a dependência de um único país fornecedor, desenvolver recursos minerais no próprio país ou em regiões aliadas passou a ser prioridade em termos de segurança nacional e política industrial. A empresa pretende, por meio da criação de uma cadeia de suprimentos estável de terras raras, atender à demanda do mercado por matérias-primas essenciais.

Embora a Rare Earths Americas apresente um plano claro de crescimento, o valor real de extração das terras raras, os resultados dos testes e o andamento da aprovação das licenças ambientais influenciarão o cumprimento de suas metas operacionais. Além disso, a volatilidade dos preços das terras raras e o grau de aceitação do mercado de capitais por empresas de mineração em fase inicial também são pontos de atenção para os investidores. Atualmente, a empresa pretende negociar com o código de ações “REA”, mas, antes de a declaração de registro entrar em vigor oficialmente, é proibida, por lei, qualquer venda ou oferta efetiva de títulos. Se este IPO conseguirá cumprir a meta de captação dentro do prazo dependerá da avaliação dos investidores sobre a tendência de escassez de longo prazo de minerais essenciais globais e sobre a capacidade de desenvolvimento da empresa.

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