Conflito entre EUA e Irã pelo controle do Estreito de Ormuz em meio à disputa por Memorando de Entendimento

Os Estados Unidos e o Irã envolveram-se em confrontos armados após interpretações conflitantes do Memorando de Entendimento (MOU) artigo 5 sobre o controle do Estreito de Ormuz, segundo um relatório do Wall Street Journal (WSJ) de 9 de julho (horário local). Um funcionário dos EUA afirmou ao WSJ que as duas nações possuem "interpretações completamente diferentes" do artigo, que exige que o Irã tome medidas para garantir a passagem segura de embarcações comerciais e normalize o trânsito em 30 dias, removendo obstáculos técnicos, militares e minas. A disputa centra-se em saber se o acordo concede ao Irã autoridade operacional sobre o estreito ou apenas exige sua reabertura, com os hardliners iranianos afirmando direitos de controle, enquanto os EUA e aliados árabes do Golfo rejeitam a dominação iraniana sobre a via marítima.

Disputa de Interpretação do MOU Artigo 5 entre EUA e Irã

O artigo 5 do MOU afirma que o Irã deve tomar as medidas necessárias para a passagem segura de embarcações comerciais e normalizar o trânsito em 30 dias, removendo obstáculos técnicos, militares e minas, segundo o WSJ. O artigo também orienta o Irã a discutir a gestão futura e os serviços marítimos do Estreito de Ormuz com Omã. Os Estados Unidos interpretam isso como um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, levando os EUA e aliados árabes do Golfo a rejeitar reivindicações de controle iraniano. Hardliners iranianos, que veem o controle do estreito como um ponto de alavancagem nas negociações com os EUA, sustentam que o Irã possui autoridade operacional sobre a via marítima, relatou o WSJ. O acordo não afirma explicitamente que os EUA tomarão medidas para garantir a passagem segura das embarcações.

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano e representante negociador do Irã, declarou por meio das redes sociais que o Estreito de Ormuz só pode ser aberto por medidas iranianas, não por ameaças dos EUA. Essa declaração reforça a interpretação do Irã de que detém autoridade de gestão sobre o estreito. O WSJ informou que a Guarda Revolucionária do Irã exigiu fortemente a inclusão de disposições sobre a gestão futura do estreito no acordo e posteriormente pressionou o governo iraniano a interpretar os direitos de controle de forma ampla possível.

Irã Cria Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para Cobrança de Pedágios

O Irã preparou um sistema para permissões de passagem de embarcações e cobrança de taxas, de acordo com o WSJ. O país estabeleceu uma organização chamada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para criar uma estrutura de arrecadação de pedágios de embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz. Documentos confirmaram que as embarcações devem adquirir seguros aprovados pelo Irã e podem enfrentar futuras cobranças, relatou o WSJ.

Embarcações Comerciais Sofrem Ataques de Drones e Mísseis na Rota do Sul

Os Estados Unidos e países do Golfo promoveram o uso de uma rota ao sul, próxima à costa de Omã, em resposta às afirmações de controle iraniano, em vez da rota ao norte, próxima à costa iraniana. A Marinha dos EUA forneceu apoio não divulgado às embarcações que utilizam essa rota, resultando na recuperação das exportações de petróleo do Golfo Pérsico para 9,5 milhões de barris por dia no início desta semana, segundo o WSJ. Com o sucesso da rota de Omã, a oposição hardliner iraniana se intensificou. Nas últimas semanas, o Irã lançou ataques de drones e mísseis contra embarcações comerciais usando a rota do sul, levando a contra-ataques aéreos dos EUA.

Especialistas Apontam Falhas Estruturais no Acordo da Administração Trump

Especialistas destacam que essa situação revela limitações estruturais inerentes ao acordo provisório da administração Trump. Raz Zimmt, diretor do Irã no Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, afirmou que "se houvesse confiança básica entre as partes ou mecanismos acordados para resolver disputas, diferenças interpretativas como essas poderiam ter sido gerenciadas." Eric Brewer, ex-analista sênior do Irã nas agências de inteligência dos EUA, observou que "a falha no MOU parece não estar tanto em evitar a questão nuclear, mas em parecer apenas encobrir desacordos significativos entre os EUA e o Irã sobre os principais itens da agenda — cessar-fogo, o status do estreito, alívio de sanções — que o acordo pretendia abordar."

FAQ

O que o artigo 5 do MOU exige que o Irã faça em relação ao Estreito de Ormuz?

O artigo 5 do MOU exige que o Irã tome as medidas necessárias para a passagem segura de embarcações comerciais, remova obstáculos técnicos e militares e minas, e normalize o trânsito em 30 dias. O artigo também orienta o Irã a discutir a gestão futura e os serviços marítimos do estreito com Omã.

Como os EUA e o Irã interpretaram de forma diferente o artigo 5 do MOU?

Os EUA interpretam o artigo 5 como um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto hardliners iranianos sustentam que o Irã possui autoridade operacional sobre a via marítima. Os EUA e aliados árabes do Golfo rejeitam reivindicações de controle iraniano, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã defende uma interpretação ampla dos direitos de controle.

Que medidas o Irã tomou para afirmar controle sobre o Estreito de Ormuz?

O Irã criou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para cobrar pedágios de embarcações que passam pelo estreito. O país preparou um sistema que exige que as embarcações adquiram seguros aprovados pelo Irã, com documentos confirmando que futuras cobranças podem ser aplicadas. Além disso, nas últimas semanas, o Irã lançou ataques de drones e mísseis contra embarcações comerciais usando a rota do sul, próxima à costa de Omã.

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