De acordo com Sheldon Mills, diretor executivo da Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido, os reguladores enfrentam uma "corrida armamentista" para acompanhar o ritmo da utilização da inteligência artificial nos serviços financeiros. Num relatório publicado esta segunda-feira, Mills alertou que a FCA precisaria de maiores poderes para monitorizar, detetar e lidar com riscos relacionados com a IA no setor, e instou as autoridades britânicas a analisarem se o ChatGPT, Claude, Gemini e outros grandes modelos de linguagem devem ser sujeitos a supervisão regulatória.
A investigação encomendada por Mills concluiu que um quinto dos adultos do Reino Unido estava disposto a utilizar modelos de IA para decisões financeiras pessoais, como poupanças e empréstimos, apesar de estes serviços estarem fora do âmbito regulatório, sem qualquer recurso de compensação em caso de problemas. A FCA recomenda a realização de uma revisão no prazo de três a seis meses para avaliar os riscos decorrentes de serviços financeiros não regulados baseados em IA.