
O novo ministro da Tecnologia da Hungria, Zoltán Tanács, anunciou a 6 de junho que a Hungria vai remover restrições consideradas injustificadas ao mercado de ativos cripto, revertendo a orientação do governo anterior, incluindo a revogação de disposições que previam sanções penais para serviços cripto não autorizados. Tanács assumiu o cargo depois da formação, em maio, do novo governo (liderado pelo TISZA) e afirmou que as regras do governo anterior foram motivadas por considerações políticas, e não por uma supervisão prudente; o novo governo vê o quadro antigo como um obstáculo à competitividade e não como uma garantia.
A confirmação do impacto das antigas regras: delistings conhecidos e custos de conformidade
As regras de supervisão cripto da Hungria, que entram em vigor a partir de 1 de julho de 2025, estabelecem disposições de sanções penais para serviços de criptomoedas não autorizados, tendo como principais impactos já confirmados no mercado: plataformas como a Revolut deixam de fornecer serviços cripto na Hungria; as empresas locais têm de suportar custos de conformidade mais elevados, ficando numa posição relativamente desfavorável em termos de concorrência.
Tanács afirmou que a implementação destas regras reflete considerações políticas, e não a necessidade de proteger o mercado, e que o novo governo planeia revertê-las.
Estratégia de digitalização do novo governo: apoio ao MiCA e modelo da Estónia
O novo governo deixou claro que adota uma estratégia de digitalização pró-UE, em contraste com a linha de supervisão interna mais rigorosa do governo anterior. As direções concretas já confirmadas incluem: apoiar o quadro europeu MiCA (Regulamento dos Mercados de Ativos Cripto), para estabelecer regras unificadas entre os Estados-Membros; tomando como referência o quadro de governo eletrónico da Estónia, procurar criar um ambiente regulamentar que suporte a inovação digital.
Perguntas frequentes
A eliminação das sanções penais cripto na Hungria significa que a Revolut pode voltar ao mercado húngaro?
De acordo com o anúncio de Tanács, a Hungria planeia eliminar as disposições de sanções penais, previstas nas regras de julho de 2025, para serviços cripto não autorizados, removendo ainda outras restrições consideradas injustificadas. O anúncio de Tanács é, por enquanto, uma declaração de intenção de política, não tendo as medidas de revogação sido concluídas na via legislativa. Se e quando a Revolut voltará a oferecer serviços cripto na Hungria depende do calendário de conclusão das alterações regulamentares específicas e das decisões comerciais da própria plataforma.
Qual é a relação entre a eliminação das sanções penais e o quadro EU MiCA na Hungria?
O quadro EU MiCA é um padrão unificado de supervisão de ativos cripto ao nível da União Europeia; as regras nacionais do governo húngaro anterior foram sobrepostas ao MiCA, criando exigências duplas mais rigorosas. Tanács indica que o novo governo apoia a posição do MiCA, o que significa que a Hungria vai depender das regras unificadas da UE, e não de estabelecer, de forma independente, requisitos nacionais mais estritos. Em teoria, isto permite que empresas cripto que obtenham ou planeiem obter licenças MiCA na Hungria beneficiem de uma via de conformidade mais clara e com custos mais baixos.
O prazo de 30 de junho para a conformidade NIS2, que envolve cerca de 4.000 empresas húngaras, que tipo de exigência é?
NIS2 é a diretiva europeia de segurança das redes e da informação, que exige que as empresas nos Estados-Membros cumpram padrões específicos de cibersegurança. Tanács afirmou que a Hungria poderá rever a legislação relacionada com auditores de segurança de redes ao abrigo da diretiva NIS2, mas, até ao momento do anúncio, não está claro se o prazo de conformidade de 30 de junho será, por isso, adiado; as empresas ainda precisam de avaliar a sua conformidade com base nos requisitos atualmente em vigor.