De acordo com documentos de aquisição, a Autoridade de Mercados de Capitais do Quénia (CMA) está a adquirir uma plataforma de inteligência de blockchain para monitorizar transações em Bitcoin, Ethereum e pelo menos 20 redes de blockchain adicionais, como parte do novo quadro regulador de ativos virtuais do país.
A plataforma irá suportar monitorização em tempo real e investigações de transações históricas, sinalizando automaticamente atividades de alto risco, incluindo carteiras suspeitas, transferências de grandes quantidades, transações de misturadores de moedas, endereços ligados à dark web e entidades sujeitas a sanções internacionais. O sistema irá comparar transações com listas de sanções mantidas pelas Nações Unidas e pelo Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros dos EUA. A CMA, responsável por regular bolsas de criptomoedas e plataformas de tokenização ao abrigo da Lei de Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais do Quénia, pretende usar a tecnologia para identificar operadores offshore não autorizados a servir clientes quenianos, enquanto supervisiona as novas empresas de criptomoedas licenciadas.