A Morgan Stanley vê um superciclo de chips de memória que se prolonga bem para além do final de 2026, impulsionado pela procura de IA

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De acordo com o relatório mais recente do Morgan Stanley, o actual superciclo de memória está a acelerar e irá prolongar-se significativamente para além dos ciclos históricos de DRAM, impulsionado por uma procura estrutural sem precedentes proveniente de agentes de IA. O banco identificou três características distintas que tornam este ciclo diferente: uma procura forte e sustentada impulsionada por IA, concentrada num único sector; constrangimentos do lado da oferta derivados da capacidade das fábricas e das máquinas de litografia EUV, limitando a expansão da produção; e acordos de longo prazo que estão a remodelar a dinâmica de preços da indústria e a melhorar a previsibilidade dos resultados.

O estratega do Goldman Sachs, Ben Snider, ecoou o optimismo, salientando que, apesar de a actividade de IPO em 2026 atingir aproximadamente 100 operações, os cerca de 700 mil milhões de dólares em nova oferta de acções representam apenas 1% da capitalização de mercado do índice Russell 3000. O Goldman prevê 1 bilião de dólares em recompras de acções corporativas para compensar a nova emissão, enquanto a actividade de M&A e os fluxos institucionais irão continuar a sustentar a força do mercado.

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