Com base nos dados do U.S. Bureau of Labor Statistics, na sexta-feira, 5 de junho, o dólar disparou para uma máxima de dois meses, impulsionado por fortes dados de emprego que elevaram as expectativas de novas subidas das taxas de juro. O índice do dólar (DXY) subiu 0,7% para 100,06, assinalando a sua melhor semana nos últimos meses, com um ganho acumulado de 1,2%.
As adições de maio aos nonfarm payrolls atingiram 172.000, bem acima das expectativas do mercado de 85.000, enquanto a taxa de desemprego se manteve estável nos 4,3%. De acordo com os dados da ferramenta CME FedWatch, o mercado já precificou na totalidade as expectativas de uma subida da taxa antes do fim do ano. O analista do JPMorgan Michael Feroli salientou que o relatório “quase consolidou” uma postura de comunicação mais hawkish do Fed na reunião do FOMC de meados de junho, com potencial remoção de linguagem que indique viés de cortes de taxas a partir da declaração do Fed.