A restauração parcial do serviço acontece após uma das maiores paralisações da internet desse tipo, iniciada depois dos primeiros ataques da coalizão EUA-Israel contra o regime iraniano. A medida foi tomada depois que o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ordenou a restituição na segunda-feira.
- Principais destaques:
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- Pezeshkian ordenou que o acesso fosse restabelecido na segunda-feira, encerrando perdas de bilhões de prejuízos para impulsionar serviços do governo.
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- A Netblocks informou que a conectividade caiu 80%, reavivando o mercado local enquanto usuários buscam contornar os filtros restantes.
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- Após o bloqueio de 2.093 horas, o Photon VPN registrou uma alta no número de usuários enquanto autoridades passam a debater filtros de segurança.
O Irã volta a respirar a internet, embora com filtros parciais
O Irã restaurou acesso parcial à internet após 88 dias de uma interrupção total, que até deixou vítimas como resultado, segundo relatos locais.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian pressionou pela medida na segunda-feira, depois de ordenar ao Ministério das Comunicações que restaurasse o acesso geral à internet. Especialistas apontaram que o bloqueio, que esteve em vigor por 2.093 horas, causou prejuízos de bilhões para a economia interna iraniana e também restringiu o acesso a informações e serviços cruciais para o povo iraniano.

Nas redes sociais, Pezeshkian reconheceu que “as comunicações baseadas em tecnologias de informação e na internet se tornaram uma parte inseparável da vida das pessoas,” e disse ao vice-presidente Mohammad Reza Aref que “levando em conta sensibilidades de governança, as visões da liderança e a promessa feita ao povo — e dentro do quadro de uma estrutura ágil — para facilitar as condições para a melhoria dos serviços do governo e o cumprimento das expectativas públicas.”
A Netblocks, um observatório de internet que acompanhou o bloqueio do Irã desde o primeiro dia, informou que a conectividade chegou a mais de 80% dos níveis anteriores ao ataque, com alguns filtros ainda em vigor afetando aplicativos de mensagens instantâneas como o WhatsApp. Ainda assim, a Netblocks destacou que a contornabilidade era possível com métodos alternativos e que um número significativo de iranianos continuava desconectado.
O Photon VPN, uma popular rede privada virtual (VPN), revelou que iranianos estavam “correndo para VPNs como a nossa para combater os bloqueios e recuperar o acesso à internet gratuita e aberta, onde eles podem compartilhar e consumir informações com segurança.”
A mídia iraniana informou que a suspensão do bloqueio causou turbulência interna, com Peyman Jeblli, chefe do Irã Broadcasting da República Islâmica do Irã, e Mohammad-Amin Aghamiri, chefe do Centro Nacional de Ciberespaço, se opondo à restituição. O bloqueio foi inicialmente promovido como uma medida de segurança, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que, como o país estava sob ataque, o governo teria que “fazer tudo para proteger nosso povo.”