Economista Propõe Stablecoin Nacional em USD para Eliminar Controles de Moeda na Venezuela

Alejandro Grisanti, diretor da Ecoanalitica, propôs emitir uma stablecoin nacional em USD como parte de uma série de medidas para levantar os controles de moeda na Venezuela. Este sistema complementaria o atual sistema de leilões, permitindo que o setor excluído receba dólares por meio de trilhos via blockchain.

Principais Conclusões:

  • A Ecoanalitica propõe uma stablecoin para corrigir a escassez local de dólares, impulsionando a futura integração dos bancos venezuelanos.
  • A adoção acelerada desde 2025 contorna o Banco Central, tornando as stablecoins vitais para o acesso futuro de PMEs a dólares.
  • Em outubro, R&D, Conexus, responsável por 40% dos repasses, anunciou trabalho em um sistema de liquidação de stablecoin.

A Ecoanalítica propõe uma stablecoin venezuelana para resolver problemas com dólares

Enquanto a economia venezuelana enfrenta ventos contrários devido aos controles cambiais e à exclusão de pequenas e médias empresas do sistema de alocação de dólares, as criptomoedas podem fazer parte da solução para essas questões.

Em uma nota recente, Alejandro Grisanti, fundador e CEO da Ecoanalitica, uma empresa de consultoria econômica, destacou as vantagens de emitir uma stablecoin para ajudar a corrigir problemas de distribuição de dólares derivados da implementação de um sistema de leilões que permite diferentes taxas de câmbio para o dinheiro verde.

Economist Proposes National USD Stablecoin to Eliminate Currency Controls in Venezuela

Grisanti propõe “a implementação de um sistema baseado em stablecoins integrado ao sistema financeiro formal, sujeito a regulamentação rigorosa e com mecanismos de conformidade com AML/KYC,” além da importação controlada de dinheiro para permitir que pequenas e médias empresas sem contas bancárias nos EUA operem usando dólares no mercado local.

A proposta de Grisanti sugere a emissão de uma stablecoin em dólar especialmente desenhada para o país, que contaria com rastreabilidade, controle operacional e auditoria compartilhada com parceiros internacionais.

Para ele, tal sistema seria um bom complemento ao atual sistema de leilões, que usa bancos privados e estatais como distribuidores, democratizando os ativos para sistemas em moeda estrangeira que foram excluídos, reduzindo o apelo do arbitragem e da especulação e, também, fortalecendo a transparência do sistema transacional de moeda estrangeira.

Embora não haja uma dolarização oficial, a economia venezuelana passou por um processo de dolarização de fato que acelerou a adoção de stablecoins desde 2025, com taxas de câmbio muito mais altas do que a taxa oficial definida pelo Banco Central da Venezuela. A proposta de Grisanti, se adotada, poderia preceder a inclusão de stablecoins como parte do sistema transacional bancário, potencialmente permitindo liquidações de stablecoins entre bancos.

Em outubro, Rodolfo Gasparri, presidente da Conexus, que intermedia 40% das transferências eletrônicas do país, afirmou que um sistema de liquidação baseado em stablecoin está em estágios iniciais de pesquisa e desenvolvimento. Ainda assim, nenhuma notícia sobre este sistema foi compartilhada desde então.

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