O presidente colombiano Gustavo Petro destacou que o futuro da mineração de bitcoin deve ser ecológico, já que países com abundância de energia verde, incluindo Paraguai e Venezuela, estão atraindo investimentos no setor. Ele também alertou sobre as consequências de usar combustíveis fósseis para alimentar essa atividade.
A mineração de criptomoedas, como atividade global, chamou a atenção de líderes do mundo, que estão apresentando suas visões sobre como será o futuro dessas operações.
Gustavo Petro, um líder controverso da Colômbia, levou o tema às redes sociais para reiterar a necessidade de fontes verdes para alimentar essas atividades intensivas em energia.

Petro alertou que “se as criptomoedas virtuais dependem de combustíveis fósseis, o aquecimento global e o colapso climático explodirão.”
Além disso, ele ressaltou que países com energia limpa ainda não explorada, incluindo Venezuela e Paraguai, estão atraindo investimentos para mineração de bitcoin. Embora o Paraguai tenha a quarta maior hashrate do mundo, atrás de potências como os EUA, Rússia e China, a Venezuela nem sequer está entre as 10 principais.
O Paraguai aproveitou sua abundância de recursos hidrelétricos na usina de Itaipu, uma das maiores do mundo, para oferecer preços de energia bem competitivos, que vão de US$ 0,037 a 0,050/kWh.
A Venezuela proibiu recentemente a mineração de bitcoin, pois seu governo enfrenta uma crise energética, com a demanda disparando para o maior patamar em 9 anos. Mesmo assim, reportagens indicam potencial em operações de mineração próximas a fontes de geração de energia, para aproveitar energia que não pode ser transportada devido à falta de infraestrutura.
“A mineração de bitcoin é o método pelo qual um indivíduo, usando computadores poderosos, pode acumular Bitcoin por meio de transações virtuais. Isso pode ser o caso de Santa Marta, Riohacha e Barranquilla… representa um impulso imenso para o desenvolvimento da região do Caribe”, concluiu Petro.
Embora o relatório The State of Bitcoin Mining in Latin America (2026) da Hashrate Index destaque avanços na mineração no Paraguai, Brasil, Bolívia, Argentina, Venezuela e El Salvador, ele não menciona a Colômbia. Isso significa que o país ainda é território inexplorado para a mineração de bitcoin, e a nação ainda não tem as condições para que a indústria se desenvolva.