A comissária da SEC Hester Peirce, conhecida por ser uma reguladora mais amigável à cripto, esclareceu no dia 21 (horário local) que títulos sintéticos estão excluídos de uma planejada isenção de inovação para ações tokenizadas. No dia 18, a Bloomberg informou que a SEC estaria se preparando para anunciar uma “isenção de inovação” para tokenização de ações, o que poderia permitir a negociação de tokens que acompanham preços de ações sem aprovação ou consentimento da empresa. A declaração de Peirce rejeitou interpretações exageradas sobre o alcance da isenção.
Esclarecimento de Peirce sobre a isenção de inovação
Peirce disse: “Obrigado pelo interesse na isenção de inovação planejada para a negociação on-chain de ações tokenizadas, mas eu não estou grata por expressões exageradas.” Ela explicou que o alcance da isenção seria limitado e desenhado para promover a negociação de representações digitalizadas de valores mobiliários disponíveis em mercados secundários, e não de títulos sintéticos.
Definição e alcance
Segundo Peirce, representações digitalizadas de valores mobiliários se referem a instrumentos tokenizados com base em ativos subjacentes. Ela esclareceu que títulos sintéticos — que não têm ativos subjacentes e apenas acompanham movimentos de preço ou de índices por meio de derivativos — não seriam incluídos na isenção de inovação.
Expectativas do mercado vs. realidade
Após a reportagem inicial da Bloomberg no dia 18, aumentaram as expectativas do mercado em relação a uma aprovação formal de títulos sintéticos que não têm ativos subjacentes, mas que acompanham preços na forma derivativa. A declaração de Peirce no dia 21 tratou e rejeitou essas interpretações ampliadas da isenção.