De acordo com a análise do Goldman Sachs, a recente forte queda das ações de tecnologia representa um declínio estrutural, e não uma mudança fundamental. A tecnologia de rastreamento do fator de momento, voltada para ações de tecnologia da informação, mídia e telecomunicações, despencou 40% em apenas 17 dias de negociação, registrando a retração mais rápida e profunda da história. O executivo de fundos hedge do Goldman Sachs, Mark Wilson, atribuiu a venda histórica de ativos a posições superlotadas e à alavancagem concentrada, em vez de deterioração dos lucros corporativos ou das condições econômicas.
A escala da liquidação contrasta de forma marcante com os padrões históricos. O índice KOSPI da Coreia do Sul caiu 27%, as ações globais de chips de memória despencaram 36% e as ações ligadas à IA recuaram 25%. Ainda assim, grandes bancos dos EUA reportaram resultados fortes esta semana: o crédito corporativo cresceu 17% ano a ano, e os fabricantes de chips TSMC e ASML elevaram a orientação, com a TSMC projetando crescimento da receita de 2026 acima de 40%. Apesar desses sinais positivos, as ações afetadas caíram após os anúncios de resultados — um padrão que Wilson disse ser difícil de explicar apenas com base em fundamentos.