De acordo com Tom Lee, da Fundstrat, o capital alocado ao setor de IA está a migrar das ações de empresas de chips para a Ethereum, à medida que o ETH é negociado a 1.925 dólares e testa o nível de resistência dos 2.000 dólares. Lee enquadrou o ETH como a nova aposta em infraestruturas digitais para carteiras com foco em IA, defendendo que a computação descentralizada e as redes de dados podem atrair capital institucional que, anteriormente, favorecia fabricantes de chips como a Nvidia.
A tese ganhou apoio institucional quando a S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram esta semana o S&P Pantera Digital Asset Index. O benchmark de 18 ativos aplica filtros financeiros ao estilo do S&P 500 a protocolos de criptomoeda, com a Ethereum como a sua maior participação. Os componentes do índice geraram mais de 3 mil milhões de dólares em receita anualizada ao longo dos dois trimestres anteriores. Tecnicamente, se a procura institucional se intensificar à medida que a resistência enfraquece, a Ethereum poderá romper acima de 1.950 dólares e desafiar o nível dos 2.000 dólares nas próximas semanas.