De acordo com Brian Garrett, negociador sénior de derivados na Goldman Sachs, os riscos de crédito associados a grandes investimentos de capital em inteligência artificial começaram a alastrar para além do setor tecnológico, atingindo esta semana mercados financeiros mais vastos. Garrett referiu que os spreads de crédito dos operadores de centros de dados de hiperescalas estão a alargar e que os custos dos credit default swaps estão a subir, levando a que novas emissões de dívida tenham de oferecer rendimentos mais elevados para atrair compradores.
Os dados da corretora principal (prime brokerage) da Goldman Sachs mostram que os fundos hedge reduziram posições em ações de tecnologia dos EUA no maior nível em mais de uma década, com seis das últimas oito semanas a registarem vendas líquidas. O índice proprietário de pânico da instituição disparou para acima de 6 esta semana, face a quase 1 — um nível normalmente observado apenas durante situações de stress extremo do mercado. As estruturas do mercado estão a evidenciar sinais invulgares: ações relevantes de semicondutores e tecnologia registaram oscilações diárias acima do habitual, com a volatilidade individual a atingir 13%, enquanto o volume de negociação diminuiu, indicando tensão entre os investidores sem, ainda, ajustamentos totais do portfólio.