A Kalshi lançou as curvas forward de GPU para fornecer referências de preços para a infraestrutura de computação de IA. As curvas forward são construídas a partir de múltiplos mercados de previsão que cobrem diferentes horizontes temporais, permitindo aos traders inferir os preços esperados de GPU nas próximas semanas e meses. Embora as próprias curvas não sejam instrumentos transacionáveis, podem servir como referência de preços para acordos de balcão (OTC) e contratos estruturados de computação.
Como é que a abordagem da Kalshi difere da ICE e do CME Group?
A Kalshi utiliza mecanismos de mercados de previsão para gerar expectativas de preços, enquanto a ICE e o CME Group estão a lançar contratos tradicionais de futuros de computação de GPU. A ICE anunciou em Maio planos para lançar futuros baseados no Ornn's Compute Price Index, e a CME Group anunciou planos para lançar futuros usando referências da Silicon Data. A Kalshi argumenta que os mercados de previsão oferecem maior flexibilidade, enquanto o mercado de computação permanece fragmentado entre diferentes modelos de GPU, fornecedores de cloud e métodos de implementação.
Por que é que a computação de GPU é difícil de padronizar comparativamente com o petróleo?
A computação de GPU encontra-se fragmentada entre gerações de hardware, fornecedores de cloud, regiões geográficas e modelos de implementação, enquanto o petróleo é uma matéria-prima física globalmente padronizada. Os chips mais recentes da Nvidia podem substituir rapidamente gerações anteriores, o que significa que os ativos de referência podem perder relevância mais depressa do que as matérias-primas tradicionais. Os custos de aluguer de GPU variam significativamente consoante a duração do contrato, o fornecedor, as taxas de utilização e a disponibilidade regional, tornando a construção de referências mais complexa do que para matérias-primas físicas padronizadas.