De acordo com a Reuters e comunicações internas, a Meta viveu esta semana uma significativa revolta de trabalhadores, com milhares de funcionários a protestarem contra o plano de reestruturação da IA da empresa. Numa reunião interna transmitida em direto, um funcionário interrompeu de forma emotiva os executivos, dirigindo impropérios a um responsável de IA, tornando pública a frustração acumulada na área de Applied AI, que atualmente conta com cerca de 6.500 engenheiros e gestores de produto.
A Meta criou a divisão Applied AI em março para apoiar a sua iniciativa de investigação em inteligência artificial, mas a maioria dos funcionários foi realocada à força, sem aviso prévio. Em maio, a empresa dispensou cerca de 8.000 trabalhadores e transferiu aproximadamente outros 7.000 para projetos ligados à IA. Além disso, um programa de vigilância que acompanha os cliques do rato e as entradas do teclado dos funcionários nos EUA para recolher dados de treino para agentes de IA desencadeou uma petição, subscrita por mais de 1.600 colaboradores, exigindo a sua anulação.
Em resposta, o Diretor de Produto do Instagram, Chris Cox, reconheceu que os últimos meses têm sido “difíceis” e “brutais” para os trabalhadores. O CEO Mark Zuckerberg emitiu um memorando interno afirmando: “Dada a complexidade destas alterações, cometemos erros”, prometendo medidas de estabilidade e um evento de hackathon em julho. Segundo a Reuters, Zuckerberg também indicou que não estão previstas dispensas à escala da empresa para o restante de 2026.