O juiz Lee Seok-jun, da 1ª Vara do Tribunal Distrital de Gwangju, em sua filial de Suncheon, analisou uma decisão da Suprema Corte em 1º de janeiro de 2025, determinando que o Bitcoin se enquadra como informação eletrônica passível de apreensão sob a lei processual penal. A Suprema Corte estabeleceu que, como ativo digital, o Bitcoin possui gerenciabilidade independente, transferibilidade e controle substancial sobre o valor econômico, o que o torna passível de apreensão por tribunais e agências de investigação. O status jurídico do Bitcoin tem sido um tema central de pesquisa na academia, com estudiosos debatendo tanto sua classificação como propriedade no âmbito do direito civil quanto seu tratamento sob a lei processual penal.
A Suprema Corte determinou que o Bitcoin constitui um registro eletrônico capaz de apreensão por autoridades policiais e judiciais. O Tribunal identificou três características-chave: gerenciabilidade independente, capacidade de ser transferido e controle substancial sobre o valor econômico. A transferência de Bitcoin ocorre pela posse da chave privada, o que significa que controle e direitos de disposição passam de uma parte para outra junto com as chaves.
O juiz Lee Seok-jun baseou sua análise em uma decisão da Suprema Corte de 2011, que estabeleceu que a apreensão de informação eletrônica exige a coleta das partes relevantes como cópias impressas de documentos ou a cópia de arquivos para mídias de armazenamento. Esse princípio foi posteriormente codificado no Artigo 106(3) da Lei de Processo Penal. O juiz observou que “as informações eletrônicas já são tratadas como alvo de apreensão na prática sob a lei processual penal”.
Aplicando essa estrutura, o juiz concluiu que o Bitcoin se qualifica como informação eletrônica porque representa valor econômico de forma digital, sem forma física, e pode ser transferido, armazenado e negociado eletronicamente. O Bitcoin usa tecnologia de blockchain para registrar e armazenar transações nos blocos de participantes da rede, funcionando como informação digital semelhante a outros dados eletrônicos.
O juiz determinou que o Bitcoin possui capacidade de gerenciamento e possibilidade de controle exclusivo, já que pode ser transferido para outras pessoas dentro do sistema de blockchain. Ativos digitais com propriedades semelhantes às do Bitcoin também se qualificam como alvos de apreensão. Os mesmos princípios jurídicos se aplicam ao Bitcoin mantido por provedores de serviços de ativos virtuais, ampliando a estrutura de apreensão além de criptomoedas mantidas individualmente para ativos digitais custodiados institucionalmente.
Notícias relacionadas
A Rússia pretende impor monitoramento obrigatório de transações com criptomoedas; organizações ilegais que movimentarem até 7 anos de prisão
Perspectiva de Liquidez Cripto Muda Após Pausa do Fed
Polícia tailandesa desativa mineradora ilegal de Bitcoin por desvio de energia de mais de US$ 81.000
Teste da função de proteção do Bitcoin em 2026: escalada da situação no Oriente Médio, BTC dispara e sobe mais de 20%
Proprietários de criptomoedas forçados sob ameaça de arma a desbloquear contas em uma série de roubos de US$ 6,5 milhões