Liquidantes da Mirror Trading International, um enorme esquema de pirâmide cripto sul-africano, receberam mais de 9.441 reclamações que somam quase US$ 395 milhões.
Liquidantes responsáveis pela falência da Mirror Trading International (MTI), antes descrita como o maior esquema de pirâmide da África do Sul, receberam 9.441 reclamações que somam quase US$ 395 milhões (6,5 bilhões de rands), de acordo com os números mais recentes divulgados por representantes legais. Apesar do grande volume de reclamações, os fundos disponíveis do patrimônio continuaram a diminuir.
Em 18 de fev. de 2026, apenas US$ 35,8 milhões permaneciam no patrimônio, uma queda em relação aos US$ 38,75 milhões reportados em junho de 2024. Segundo um relatório, os liquidantes atribuem a drenagem aos custos significativos associados à busca por recuperação global, nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Singapura e Austrália.
Os liquidantes recentemente corrigiram pedidos anteriores ao tribunal sobre o número de credores envolvidos na falência. Enquanto os documentos iniciais apresentados à High Court de Singapura sugeriam cerca de 304.044 credores, autoridades esclareceram que esse número representa o total de usuários registrados. Muitos desses usuários são considerados “devedores” em vez de vítimas, já que eram “investidores da classe 3” que obtiveram lucro antes do colapso do esquema.
O esquema desabou em dezembro de 2020, depois que o CEO Johann Steynberg desapareceu durante uma viagem ao Brasil. Steynberg foi preso em 2021 por usar uma identidade falsa e acredita-se que tenha morrido em abril de 2024, enquanto estava em prisão domiciliar aguardando extradição. A maior parte do patrimônio atual foi garantida, segundo os liquidantes, mais por “sorte” do que por recuperação investigativa.
Em junho de 2020, a corretora belizenha FXChoice congelou 1.281 bitcoins após sinalizar atividades suspeitas. A venda subsequente desses ativos gerou aproximadamente US$ 57,2 milhões para o patrimônio. Desde então, os esforços de recuperação renderam resultados mais modestos. Os liquidantes recuperaram cerca de US$ 10,8 milhões ao longo de mais de 690 acordos. Um único grande acordo respondeu por US$ 6,87 milhões desse total, enquanto os acordos restantes ficaram em média pouco acima de US$ 5.700 cada.
Registros financeiros indicam que os liquidantes gastaram aproximadamente US$ 32 milhões em honorários legais e operações de recuperação global. Isso inclui uma taxa de US$ 7,32 milhões reivindicada pelos liquidantes em 2023. A investigação e o processo de contestação das milhares de reclamações pendentes devem começar em breve. Autoridades alertaram que o valor final das reclamações válidas é esperado diminuir conforme forem eliminadas as solicitações fraudulentas e aquelas feitas por investidores que já lucraram com o esquema.
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