
A Bloomberg informou em 19 de maio que o trader internacional de commodities Trafigura Group está discutindo um projeto-piloto com a emissora de USDT, Tether, para usar USDT para pagar combustível e despesas de lanches nos postos de abastecimento da Puma Energy em El Salvador. Um porta-voz da Puma Energy confirmou que as conversas ainda estão em fase técnica exploratória e que é necessário obter a aprovação dos órgãos reguladores.
Fluxo de pagamento (confirmado): Consumidores de El Salvador pagam combustíveis ou lanches usando USDT → a instituição intermediária converte USDT em dólares → a Trafigura recebe os dólares.
Pré-condições: O piloto precisa de aprovação dos órgãos reguladores; fontes disseram que as conversas ainda estão na fase inicial.
Declaração oficial da Puma Energy: “Vamos explorar regularmente novas formas de pagamento para melhorar a conveniência dos clientes e atender às preferências de pagamento em constante mudança”; sobre as discussões relacionadas ao plano em El Salvador, “ainda estão em fase técnica exploratória”.
Empréstimos em commodities (confirmado): O CEO da Tether, Paolo Ardoino, confirmou em novembro de 2025 que já concedeu um empréstimo de US$ 1,5 bilhão a traders de commodities e disse que planeja “expandir de forma significativa” essa atividade. A Tether já havia mencionado que forneceu financiamento para uma transação de petróleo, mas não divulgou o nome das contrapartes nem a moeda do pagamento.
Alocação de ativos (confirmado): A Tether tem cerca de US$ 20 bilhões em ouro e investiu em várias empresas de mineração; também está se envolvendo em diversos setores, de implantes cerebrais a times esportivos.
Dados financeiros (confirmado): Com base em dados da CoinGecko, a capitalização de mercado do USDT cresceu 38%, para cerca de US$ 190 bilhões; a Tether prevê registrar cerca de US$ 10 bilhões de lucro em 2025; o volume total de transações globais de stablecoins em 2025 aumentou 72%, para US$ 33 trilhões (dados da Artemis Analytics).
Plano de valuation (confirmado): Em reportagem de março, a Bloomberg informou que a Tether já discutiu levantar recursos com valuation de cerca de US$ 500 bilhões, mas que o plano foi adiado e aguarda os resultados da primeira auditoria financeira abrangente.
El Salvador é um dos países mais importantes da América Latina com políticas pró-cripto, com ambiente regulatório relativamente aberto e também um centro relevante para a indústria de criptomoedas. Fontes disseram que a alta do preço do petróleo agravou a falta de dólares em alguns países, e que pagamentos com stablecoins permitem realizar transações sem depender dos canais tradicionais de remessas em dólares; por isso, El Salvador foi escolhido como um cenário de piloto adequado.
De acordo com o mecanismo confirmado, quando o consumidor paga com USDT no posto, uma instituição intermediária fica responsável por converter o USDT em dólares e então repassar os dólares para a Trafigura. A Trafigura não aceita USDT diretamente; ela recebe em dólares por meio desse mecanismo de conversão.
A Tether já havia mencionado que ofereceu financiamento para transações de petróleo, mas não divulgou se usa USDT ou quaisquer detalhes específicos. O piloto em postos de El Salvador, em discussão com a Trafigura, é o primeiro caso confirmado de parceria entre a Tether e um grande trader de commodities que envolve um cenário específico de aplicação de stablecoin (pagamento do consumidor).
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