
Na sequência de um reporte da Bitcoin.com News a 15 de maio, o Comité de Processo Administrativo de Penalidades do Banco Central do Brasil (Copas) decidiu que, devido a graves irregularidades nas operações transfronteiriças de ativos cripto do Banco Topazio entre outubro de 2020 e setembro de 2021, deverá ser aplicada ao banco uma proibição de 2 anos de transacionar ativos cripto, juntamente com uma multa de 3,2 milhões de dólares.
De acordo com a decisão formal do Copas, o Banco Topazio foi considerado em infração nos seguintes pontos:
Não verificação da elegibilidade dos beneficiários: ao realizar transações de compra de criptomoedas, não foram cumpridos os procedimentos para verificar a elegibilidade de terceiros beneficiários da transação
Não comunicação de transações anómalas: 1,7 mil milhões de dólares em transações envolvendo 15 entidades jurídicas não foram comunicadas conforme exigido
Irregularidades na verificação da capacidade financeira dos clientes: existem irregularidades na determinação da capacidade financeira dos clientes
Deficiências no processo de registo: o processo de registo dos clientes em causa tem falhas
Não avaliação de riscos de AML/CFT: não foram avaliados os riscos de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo
As transações irregulares no valor de 1,7 mil milhões de dólares não apenas representam 63% do volume de câmbio do Banco Topazio no mesmo período, como também correspondem a 46% do total das suas operações de mercado. O comité de revisão, com base nesta dimensão, considerou que estas condutas têm «natureza grave» e, de acordo com a lei, este tipo de atuação pode «afetar seriamente os objetivos e a continuidade das atividades ou operações no âmbito do sistema financeiro nacional, do sistema da associação ou do sistema de pagamentos do Brasil».
O responsável pela supervisão do Banco Central do Brasil, Elton Aquino, afirmou na sua nota que, se o banco central concluir que outras instituições também cometeram irregularidades, poderá igualmente aplicar-lhes uma proibição como medida preventiva. Referiu que, dada a crescente adoção de ativos cripto na economia brasileira, é necessário «emitir um aviso a todos os participantes desse mercado e deixar claro que as autoridades de supervisão bancária estão a acompanhar de perto e a tomar precauções face a comportamentos anómalos de modelos de negócio que possam contribuir para atividades de branqueamento de capitais».
Antes desta sanção ao Banco Topazio, o Banco Central do Brasil já tinha estabelecido o seguinte enquadramento regulatório confirmado: foi proibida a utilização de criptomoedas em canais de pagamento sob supervisão; e foi implementada uma proibição nacional para o mercado de transações de criptomoedas não financeiras.
De acordo com a decisão formal do Copas, entre outubro de 2020 e setembro de 2021, o Banco Topazio, em transações transfronteiriças de criptomoedas envolvendo 15 entidades jurídicas, num total de 1,7 mil milhões de dólares, não verificou a elegibilidade dos beneficiários, não comunicou transações anómalas, apresentou irregularidades na verificação da capacidade financeira dos clientes, teve deficiências no processo de registo e não avaliou os riscos de AML/CFT.
As transações irregulares de 1,7 mil milhões de dólares representam 63% do volume de câmbio do Banco Topazio no mesmo período, e correspondem a 46% do total das suas operações de mercado no mesmo intervalo. Esta proporção é uma das bases centrais para o Copas considerar as infrações «de natureza grave».
De acordo com a declaração do responsável pela supervisão, Elton Aquino, caso o banco central identifique que outras instituições também cometeram irregularidades, poderão ser aplicadas igualmente proibições como medida preventiva. Ele deixou claro que as autoridades de supervisão bancária estão a acompanhar de perto comportamentos anómalos de modelos de negócio que possam contribuir para atividades de branqueamento de capitais.
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