Numa nota publicada na X no domingo (14 de junho), o CEO da Microsoft, Satya Nadella, traçou um novo quadro de IA centrado na combinação de “capital humano” e “capital de token” à medida que as empresas transitam para a era da IA. Nadella defendeu que esta transição difere das anteriores mudanças tecnológicas ao criar “um verdadeiro ciclo cognitivo entre pessoas e sistemas digitais”, alterando de forma fundamental a forma como o trabalho é organizado. Alertou contra a concentração do valor económico da IA num punhado de modelos e sublinhou que a perícia humana se torna mais valiosa à medida que os sistemas de IA evoluem, e não menos.
O comentário surge num momento em que as ações da Microsoft caíram 19% no acumulado do ano, o pior desempenho entre as ações tecnológicas dos “Magnificent Seven”. A tónica de Nadella na integração humano-IA parece responder às preocupações crescentes dos investidores com os enormes investimentos em IA e o respetivo retorno, num contexto em que também se têm verificado despedimentos em larga escala no setor tecnológico, impulsionados por ganhos de eficiência proporcionados pela IA.