A instituição impôs uma proibição à capacidade do Banco Topazio de realizar compras e vendas internacionais de ativos de criptomoedas por dois anos após detectar irregularidades nos processos de due diligence para essas operações. Além disso, a instituição foi multada em US$ 3,2 milhões.
À medida que os bancos entram no setor de criptomoedas, os reguladores ficam mais vigilantes quanto aos processos de conformidade que eles devem seguir para conduzir essas operações com segurança.
O Comitê de Decisão do Processo Administrativo Sancionador (Copas) do Banco Central do Brasil impôs uma proibição de dois anos às operações internacionais de negociação de criptomoedas do Banco Topazios devido a irregularidades em transações que contabilizavam bilhões de dólares.

O comitê determinou que o Banco Topazio ignorou medidas de conformidade entre outubro de 2020 e setembro de 2021, quando executou compras de criptomoedas sem realizar procedimentos para determinar a qualificação das terceiras partes beneficiadas por essas operações.
O volume de negociação do Banco Topazio durante esse período atingiu US$ 1,7 bilhão envolvendo 15 entidades legais sem notificar operações atípicas. O Topazio foi multado em US$ 3,2 milhões por irregularidades na determinação da capacidade financeira dos clientes, falhas em seus procedimentos de cadastro e ausência de apuração dos riscos de AML/CFT (Anti-Money Laundering e Financiamento ao Terrorismo).
Essas transações representaram 63% dos volumes de câmbio externo do Topazio durante o período e 46% das operações de mercado da instituição. Isso levou o comitê de análise a determinar que as irregularidades eram de uma “natureza grave”, que, segundo a lei, poderia “afetar severamente o propósito e a continuidade das atividades ou operações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, do Sistema Consórcio ou do Sistema de Pagamentos Brasileiro”.
Ailton Aiquino, chefe de fiscalização no banco central, indicou que essas mesmas proibições poderiam ser aplicadas a outras instituições como medida preventiva caso o banco as considere em violação à regulamentação.
Ele concluiu que, dado o crescente interesse por ativos cripto na economia brasileira, era importante “avisar e deixar claro para todos os agentes que atuam neste mercado que o supervisor bancário está atento e vigilante quanto a condutas desviantes que possam levar a modelos de negócios capazes de viabilizar operações de lavagem de dinheiro.”
A divulgação da medida ocorre depois que o banco central proibiu o uso de criptomoedas em meios de pagamento regulados e impôs uma proibição nacional aos mercados de eventos não financeiros.
Related News
A SEC esclarece as empresas fiduciárias estaduais como custodiante de criptomoedas
Tether congela $213M em ativos Kiziloz após acusações de impostos do Brasil e de venda de tokens
Pesquisador da ARK alerta para a especulação com RWA, OpenAI declara que a tokenização de ações via SPV é inválida
A receita da Circle atinge $694M enquanto a Arc arrecada US$ 222 milhões
Banco de Taichung: 6 executivos se aliaram a uma quadrilha de golpes para lavagem de dinheiro, e a autoridade de supervisão financeira impõe uma multa recorde de NT$ 32 milhões