De acordo com a Goldman Sachs, os investimentos de capital (capital expenditures) dos hiperescaladores em IA e centros de dados, de 2025 a 2030, vão atingir 5,3 biliões de dólares, o maior ciclo de investimento de capital alguma vez registado. O relatório alerta que estes gigantes da cloud poderão enfrentar uma possível saturação nos mercados de crédito de liquidez à medida que procuram financiamento. A Morgan Stanley estima que, até 2028, os investimentos de capital globais em centros de dados se aproximem de 2,9 biliões de dólares, com fontes de financiamento incluindo 1,4 biliões de dólares em fluxos de caixa internos, 200 mil milhões em obrigações corporativas e aproximadamente 2,3 biliões de dólares em crédito e outros tipos de financiamento — o que indica uma dependência significativa de dívida.
Entretanto, o investimento das empresas em IA está a mostrar sinais de contenção. A Uber esgotou o seu orçamento anual para IA em abril e implementou um limite de 1.500 dólares mensais por trabalhador para o uso de ferramentas de IA, com o presidente Andrew Macdonald a afirmar que se tornou cada vez mais difícil estabelecer uma causalidade clara entre a despesa e os benefícios reais para o produto. A Walmart, de forma semelhante, limitou o uso interno do seu assistente de IA, segundo o CTO global Suresh Kumar. O recuo reflecte a mudança nos modelos de faturação, já que a Anthropic e a OpenAI passaram de preços por subscrição para preços baseados em tokens, tornando as empresas mais sensíveis ao custo de cada consulta e de cada processo automatizado.